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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Entorpecida de Dor

Ó sintoma maluco, que não me abandona.
Ó dor cruel, que me deixa triste até nas horas mais alegres.

Essas escuras nuvens que me dói a alma.
Esse ar pesado que me entristece.



O pensamento da salvação que mata a minha alma.
O claro e o escuro que se juntam, formam o nublar ao meio dia.
As escuras nuvens de chuvas que se esconde atrás de tantas construções.

A mórbida e louca morte que penetra, invade o meu corpo e pertuba todo meu espirito.

O barulho, a agitação, o compromisso do trabalho, nada faz parar a dor.

Ele vira a cabeça, ele anda em direção ao sinal, ele atravessa sem segurança.
E gira, anda, corre, pula.
Em linhas, curvas e pontos.
Vem, vai, atrás e pela frente.
Enloquece minha cabeça e pertuba minha mente.
Estanca!
Eu peço.
Mas não para.

A cada letra a dor aumenta e aparece outro sintoma.
Vem em minha direção?
Vai ficar até quando?
Por que ainda vive em mim?
Por que não vai para longe do meu eu?

Ó dor, enobrece!
Ó castigo, some, invenena outra alma, consome outro coração.
Esse já não tem mais sabor.
Ele pertence ao medo.